sábado, 16 de abril de 2011

Bullying, o que é?



Texto elaborado pelo Serviço de Coordenação Pedagógica do Colégio Municipal de Camacan, trabalhado por todos os professores, simultaneamente, nos dois primeiros horários do dia 06/04/2011.

Bullying é um termo utilizado na literatura psicológica anglo-saxônica, para designar comportamentos agressivos e antissociais nos estudos sobre o problema da violência escolar. Universalmente, o bullying é conceituado como sendo um “conjunto de atitudes agressivas, intencionais e repetitivas, que ocorrem sem motivação evidente, adotadas por um ou mais alunos contra    outro(s).
                                                               
Quais os tipos mais comuns de bullying?

Sexual – abusar, assediar, insinuar.
Verbal – apelidar, xingar, zoar.
Físico – bater, chutar beliscar.
Moral – difamar, caluniar, discriminar.
Psicológico – intimidar, ameaçar, perseguir.
Material – furtar, roubar, destroçar pertences.
Virtual (por meio da internet e celular) – zoar, discriminar, difamar.

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Cyberbullying, o que é?

Com o avanço da internet a prática de bullying vem aumentando constantemente e é chamado de cyberbullying. Também ocorre através de meios mais comuns de comunicações como telefones fixos, celulares, cartinhas e muitos outros.

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Três personagens participam do bullying

O agressor

Atinge os colegas com repetidas humilhações ou depreciações porque quer ser mais popular, se sentir poderoso e obter boa imagem de si mesmo. É uma pessoa que não aprendeu a transformar sua raiva em diálogo e para quem o sofrimento do outro não é motivo para ele deixar de agir. Pelo contrário, se sente satisfeito com a reação do agredido, supondo ou antecipando quão dolorosa será aquela crueldade vivida pela vítima. Normalmente, mantém esse comportamento por longos períodos e, muitas vezes, quando adulto, continua depreciando outros para chamar a atenção. “O agressor, assim como a vítima, tem dificuldade de sair de seu papel e retomar valores esquecidos ou formar novos”.

Vítima

Costuma ser tímida ou pouco sociável e foge do padrão do restante da turma pela aparência física (raça, altura, peso) pelo comportamento (melhor desempenho na escola) ou ainda pela religião. Geralmente, é insegura e, quando agredida, fica retraída e sofre, o que a torna um alvo ainda mais fácil.
Espectador

Nem sempre reconhecido como personagem atuante em uma agressão, é fundamental para a continuidade do conflito. O espectador típico é uma testemunha dos fatos: não sai em defesa da vítima nem se junta aos agressores. Quando recebe uma mensagem, não repassa. Essa atitude passiva ocorre por medo de também ser alvo de ataques ou por falta de iniciativa para tomar partido. “O espectador pode ter senso de justiça, mas não dignação suficiente para assumir uma posição clara”. Também considerados espectadores, há os que atuem como uma plateia ativa ou uma torcida, reforçando a agressão, rindo ou dizendo palavras de incentivo. Eles retransmitem imagens ou fofocas, tornando-se coautores ou corresponsáveis.

Sintomas mais aparentes nas vítimas

Apresenta com frequência desculpas para faltar às aulas ou indisposições como dores de cabeça, de estômago, diarreias, vômitos antes de ir à escola. Pede para mudar de escola e tem um rendimento escolar baixo. E o mais preocupante, o bulincídio.

Existe alguma lei para punir o bullying?

O objetivo da lei é reduzir a prática de violência dentro e fora das instituições, melhorar o desempenho dos alunos que são agredidos, promover a cidadania e o respeito aos demais; e identificar, em cada instituição, a incidência e a natureza das práticas de bullying.
Para isso, planos locais serão desenvolvidos para a prevenção e o combate às práticas de bullying.
Em alguns estados como em Santa Catarina já existe uma lei contra os estudantes que cometem o bullying.




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